Gosto da noite para escrever como se fosse mais leve eliminar os pensamentos. Ao escrever deixam de ser meus, passam a ser de quem os lê, perdem a força que tinham dentro de mim e aumento a minha energia.
Não me quero perder em pensamentos que me angustiam ou me tentam deprimir, quero sim afastá-los.
Arrebata-me constantemente o mesmo pensamento; que significado temos para quem nos rodeia? Que diferença faz ou não a nossa existência? A vida é meramente um jogo de interesses? Aproximamo-nos e afastamo-nos das pessoas quando necessitamos desesperadamente? Seremos apenas seres egoístas? Queremos estar bem, tentamos estar bem. E os outros serão importantes? Será que alguém pára para pensar? Será que reflectimos de que as palavras perdem totalmente a força perante os nossos actos?
Foi mais um desabafo…
Boa noite
Pois não será desta forma que a nossa vida se constrói? De segundos? Segundos de amor, de solidão, de paixão, de alegria,de tristeza, de carinho. Segundos...porque tudo passa e tudo se ultrapassa.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A visita
Vieste-me visitar
Que bem que me soube a tua companhia
Que bem que me soube o teu sorriso terno
Que bem que me soube o teu olhar maternal
Que bem que me soube ouvir as tuas palavras de carinho, de conforto, de ternura
Que bem que me soube o teu gesto de despedida
Até já…
Que bem que me soube a tua companhia
Que bem que me soube o teu sorriso terno
Que bem que me soube o teu olhar maternal
Que bem que me soube ouvir as tuas palavras de carinho, de conforto, de ternura
Que bem que me soube o teu gesto de despedida
Até já…
Abraço
Hoje recebi um abraço,
Um abraço solto, livre, inteiro, completo, cheio.
O abraço que todos desejamos
Aquele que é sincero, ingénuo, puro
Aquele que sentimos como inteiramente nosso
Hoje recebi um abraço…
Um abraço solto, livre, inteiro, completo, cheio.
O abraço que todos desejamos
Aquele que é sincero, ingénuo, puro
Aquele que sentimos como inteiramente nosso
Hoje recebi um abraço…
Tempo
O tempo passa como se não desse conta da sua importância…
Corre atrás da vida,
de um momento perdido que não volta
Afasta-se de mim
mas preciso do tempo para não perder tempo
Este é o tempo que criamos
como se tudo terminasse hoje mas falta um Tempo,
o mais importante de todos,
o tempo para estar com quem nos faz bem,
o tempo para rir,
o tempo para conversar.
O tempo tão precioso mas que aparentemente poucos precisam dele.
Este tempo é agora de silêncio,
é o meu tempo,
o tempo que tenho para mim e não para os outros.
O tempo silencioso…
Corre atrás da vida,
de um momento perdido que não volta
Afasta-se de mim
mas preciso do tempo para não perder tempo
Este é o tempo que criamos
como se tudo terminasse hoje mas falta um Tempo,
o mais importante de todos,
o tempo para estar com quem nos faz bem,
o tempo para rir,
o tempo para conversar.
O tempo tão precioso mas que aparentemente poucos precisam dele.
Este tempo é agora de silêncio,
é o meu tempo,
o tempo que tenho para mim e não para os outros.
O tempo silencioso…
Quando fazemos uma pergunta, esperamos uma resposta.
Quando enviamos uma mensagem,
um email,
o que quer que seja,
é normal que se responda ou não?
Tenho sempre dúvidas quanto a esta questão e fico a pensar, para mim; só vejo duas hipóteses; ou as pessoas são mal-educadas ou não despertamos o mínimo de respeito na outra pessoa para que nos responda.
Sem dúvida que por vezes estamos a trabalhar e não nos é possível responder logo mas quando passam dias, semanas, algo não está bem.
Será que devo começar a ter a mesma atitude? É uma questão a ponderar.
Quando enviamos uma mensagem,
um email,
o que quer que seja,
é normal que se responda ou não?
Tenho sempre dúvidas quanto a esta questão e fico a pensar, para mim; só vejo duas hipóteses; ou as pessoas são mal-educadas ou não despertamos o mínimo de respeito na outra pessoa para que nos responda.
Sem dúvida que por vezes estamos a trabalhar e não nos é possível responder logo mas quando passam dias, semanas, algo não está bem.
Será que devo começar a ter a mesma atitude? É uma questão a ponderar.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Tenho em mim a imagem nítida
da dor, do sofrimento, da tristeza.
Aguento, sei que vou conseguir…
Não deixarei que me condiciones mais.
Vejo o sorriso nos olhos de uma criança que belo! Que pureza que ingenuidade.
Como é bom ser criança! Rir, correr, saltar, pular.
Lembro-me de mim.
Cá dentro ainda habita uma criança e deixo-me levar por ela…
salto, corro, pulo, dou gargalhadas sentidas!
Estou bem. Afasto o medo.
Tenho força, tenho garra.
Percorro o meu passado,
arrumo lentamente cada gaveta,
é preciso senti-lo… é preciso aceitá-lo
e agora avançarei
à medida que fecho as gavetas do meu armário.
da dor, do sofrimento, da tristeza.
Aguento, sei que vou conseguir…
Não deixarei que me condiciones mais.
Vejo o sorriso nos olhos de uma criança que belo! Que pureza que ingenuidade.
Como é bom ser criança! Rir, correr, saltar, pular.
Lembro-me de mim.
Cá dentro ainda habita uma criança e deixo-me levar por ela…
salto, corro, pulo, dou gargalhadas sentidas!
Estou bem. Afasto o medo.
Tenho força, tenho garra.
Percorro o meu passado,
arrumo lentamente cada gaveta,
é preciso senti-lo… é preciso aceitá-lo
e agora avançarei
à medida que fecho as gavetas do meu armário.
Dei mais um passo...
Durante algum tempo escrevi com um nome que não era meu. Precisava de tempo e coragem para admitir que sou eu que escrevo, por medo, vergonha, por não querer que me julgassem.
Sei que não escrevo bem mas não é esse o objectivo.
O que tento é simplificar ou complicar o que ouço, o que vejo, o que sinto, o que me transmitem.
Sim, sou eu que estou aqui.
Bom Carnaval, para quem goste.
Durante algum tempo escrevi com um nome que não era meu. Precisava de tempo e coragem para admitir que sou eu que escrevo, por medo, vergonha, por não querer que me julgassem.
Sei que não escrevo bem mas não é esse o objectivo.
O que tento é simplificar ou complicar o que ouço, o que vejo, o que sinto, o que me transmitem.
Sim, sou eu que estou aqui.
Bom Carnaval, para quem goste.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Todos precisamos de ter alguém com quem conversar, passear, namorar…mas o que pode isto implicar? Tenho muitas dúvidas quanto a esta questão.
Observo à minha volta a instabilidade emocional em que a maioria das pessoas vive, mesmo quando o negam essa instabilidade reflecte-se em actos, palavras e atitudes, quando tentamos alertar alguém para essa situação há uma recusa imediata porque não se quer ver.
Parece-me que poucas pessoas têm o seu passado resolvido. Resolvam-no como adultos que são. Egoísmo? Talvez…Mas também não me parece justo passar a vida a servir de muleta.
Cada vez mais, gosto menos da frase “Gosto de Ti”.
Disseram-me que estou fria, talvez …
Observo à minha volta a instabilidade emocional em que a maioria das pessoas vive, mesmo quando o negam essa instabilidade reflecte-se em actos, palavras e atitudes, quando tentamos alertar alguém para essa situação há uma recusa imediata porque não se quer ver.
Parece-me que poucas pessoas têm o seu passado resolvido. Resolvam-no como adultos que são. Egoísmo? Talvez…Mas também não me parece justo passar a vida a servir de muleta.
Cada vez mais, gosto menos da frase “Gosto de Ti”.
Disseram-me que estou fria, talvez …
Quando o divórcio acontece, é porque algo não está bem…todos sabemos isso.
Apesar de nada ter contra faz-me alguma confusão que se salte de um relacionamento para outro sem se fazer um “período de luto”, a meu ver este tempo é importante para percebermos o que não funcionou e mais do que atirar as culpas para o outro é entendermos onde errámos. Ao saltarmos, não nos damos tempo de pensar e transpomos para o novo relacionamento todos os fantasmas do anterior, para além de que sobrecarregamos o outro com uma carga muito pesada do nosso passado. Não sei se preferimos não pensar e avançar rapidamente para outra situação esperando que a nova pessoa nos solucione todos os medos e fantasmas.
A mim parece-me que tudo isto não passa de um egoísmo muito grande.
Este é um pensamento de alguém que ultimamente tem ouvido muitas histórias de relacionamentos que não estão bem.
Apesar de nada ter contra faz-me alguma confusão que se salte de um relacionamento para outro sem se fazer um “período de luto”, a meu ver este tempo é importante para percebermos o que não funcionou e mais do que atirar as culpas para o outro é entendermos onde errámos. Ao saltarmos, não nos damos tempo de pensar e transpomos para o novo relacionamento todos os fantasmas do anterior, para além de que sobrecarregamos o outro com uma carga muito pesada do nosso passado. Não sei se preferimos não pensar e avançar rapidamente para outra situação esperando que a nova pessoa nos solucione todos os medos e fantasmas.
A mim parece-me que tudo isto não passa de um egoísmo muito grande.
Este é um pensamento de alguém que ultimamente tem ouvido muitas histórias de relacionamentos que não estão bem.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Tive um sonho…
Neste sonho a vida é bem diferente, os pais trabalham, vão buscar os filhos à escola, dão um passeio pelo jardim. Ao chegar a casa partilham as tarefas. Os lares são bem mais pequenos, não há um quarto com casa de banho para cada um. Partilham-se os espaços, conversa-se. Só há uma televisão na sala para todos os membros da família, as crianças não estão fechadas nos quartos a jogar computador, playstation, Nintendo…estão na sala e todos brincam e riem.
Neste sonho as pessoas têm tempo para conversar e tomar um café, têm tempo para não fazer nada.
Neste sonho ninguém quer ter 50 pares de sapatos e carteiras, ninguém quer ter 3 carros, motas, um barco e o último modelo do telemóvel.
Neste sonho não havia pessoas dependentes de bens materiais, havia dependentes de relações humanas.
Neste sonho não havia depressões, nem esgotamentos, nem modelos anorécticos. Neste sonho havia vida e não robots, neste sonho as pessoas tinham tempo para pensar.
Neste sonho as pessoas têm tempo para conversar e tomar um café, têm tempo para não fazer nada.
Neste sonho ninguém quer ter 50 pares de sapatos e carteiras, ninguém quer ter 3 carros, motas, um barco e o último modelo do telemóvel.
Neste sonho não havia pessoas dependentes de bens materiais, havia dependentes de relações humanas.
Neste sonho não havia depressões, nem esgotamentos, nem modelos anorécticos. Neste sonho havia vida e não robots, neste sonho as pessoas tinham tempo para pensar.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Ela: Tu é que tens sorte.
Eu: Porquê?
Ela: Não tens que aturar nenhum homem, nem passar a ferro, nem cozinhar.
Eu: Não é verdade. Tenho que fazer tudo isso.
Ela: Pois mas não tens quem te chateie a cabeça ao fim do dia.
Eu: Um marido não é para chatear a cabeça.
Ela: Nesta altura do campeonato é só o que faz, não te voltes a casar.
Eu: Não tinha pensado nisso.
Eu: Porquê?
Ela: Não tens que aturar nenhum homem, nem passar a ferro, nem cozinhar.
Eu: Não é verdade. Tenho que fazer tudo isso.
Ela: Pois mas não tens quem te chateie a cabeça ao fim do dia.
Eu: Um marido não é para chatear a cabeça.
Ela: Nesta altura do campeonato é só o que faz, não te voltes a casar.
Eu: Não tinha pensado nisso.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Amigos
Há uns tempos atrás coloquei um poema de Vinícios de Morais que se intitula "Amigos". Não vou colocá-lo novamente mas sinto necessidade de falar nele. Este fim de semana foi o reencontro de Amigos, desloquei-me a Lisboa para "matar" Saudades daqueles com quem cresci, daqueles que me acompanharam pela vida fora, nem sempre como desejamos. Mas a semente da Amizade não morre, às vezes está adormecida. Hoje apesar de me encontrar muito distante deles, sei que a minha Vida seria insuportável sem eles!
Viva a Amizade. Estou muito feliz!!!
Viva a Amizade. Estou muito feliz!!!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Hoje recebi um email de um familiar que me agradou bastante, transcrevo uma pequena parte: "nao te deixes envolver nem ficar demasiado dependente deste "mundo"....tenho receio que fiques fechada...e o mundo real...nao é o da NET é o do contacto com o ser humano, com o nosso trabalho, familia e afins...". Devido ao cansaço acumulado por diferentes motivos, vou-me deitar, agora que são 10.30h, boa noite.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Há dias que estamos mais disponíveis, o sol apesar do frio, brilha cheio de alegria, gosto do sol, do calor da luz. Talvez por isso estou mais leve e fui abordada por duas amigas que precisavam de falar.
Não é minha a tristeza, é delas mas fico sempre um pouco assim quando me apercebo do mal-estar das pessoas que me rodeiam.
Sentem-se sós, precisam de carinho, de conversar, de estar com alguém. Que se passa? Cada vez mais isoladas, afastamo-nos do mundo real, fechamo-nos em casa e vêm as depressões.
Todos procuram o mesmo, ninguém, verdadeiramente, quer estar só.
Preocupa-me a forma como me dizem isto, o olhar perde o brilho, entre lágrimas pronunciam palavras soltas e quase inaudíveis porque admitir que se está só que não há ninguém para partilhar um ombro, uma conversa, um abraço…é angustiante.
Hoje senti essa angústia não só na voz como também nos gestos, na forma como tentavam explicar o que lhes vai na alma.
O Sol que há pouco brilhava perdeu um pouco essa alegria…
Não é minha a tristeza, é delas mas fico sempre um pouco assim quando me apercebo do mal-estar das pessoas que me rodeiam.
Sentem-se sós, precisam de carinho, de conversar, de estar com alguém. Que se passa? Cada vez mais isoladas, afastamo-nos do mundo real, fechamo-nos em casa e vêm as depressões.
Todos procuram o mesmo, ninguém, verdadeiramente, quer estar só.
Preocupa-me a forma como me dizem isto, o olhar perde o brilho, entre lágrimas pronunciam palavras soltas e quase inaudíveis porque admitir que se está só que não há ninguém para partilhar um ombro, uma conversa, um abraço…é angustiante.
Hoje senti essa angústia não só na voz como também nos gestos, na forma como tentavam explicar o que lhes vai na alma.
O Sol que há pouco brilhava perdeu um pouco essa alegria…
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