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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saudade

Saudade
é um aperto no peito
é o cheiro que não se sente
é o abraço que não nos aperta
é o sorriso que não se vê

Saudade
é sonhar com o teu rosto
é querer dizer
não e dizer sim

Saudade
é querer partir
e aconchegar-te no meu colo

Saudade
é sentir
o peito rebentar
para dizer que te AMO!

terça-feira, 11 de junho de 2013

O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS COMENTADORES, MAS SIM O SILÊNCIO DE ALGUNS PROFESSORES

terça-feira, 26 de março de 2013

Amigos


Acho que só conseguimos perceber a falta que nos fazem quando não os temos por perto. Egoísmo? Talvez.

Aliviaria a minha dor se os tivesse junto de mim, sim é verdade.
Mas que direito temos nós de pedir?

Os Amigos estão sempre, mesmo quando não estão.

domingo, 24 de março de 2013

Bernardo

Penso se hei-de ou não escrever o que mais uma vez me vai na alma. A minha preocupação é apenas pelo facto de seres uma figura pública. Mas cheguei à conclusão que quem não quiser que não leia.
Nas últimas semanas tenho pensado em ti, surges constantemente nos meus sonhos e fico pensativa...
Esta semana, toquei no telemóvel e apareceu-me o teu número, parei a olhá-lo sem saber o que fazer e de repente vieram-me à memória tantas situações que seria impossível descrevê-las ou mencioná-las todas. Enquanto isso lutava para que as lágrimas não me caíssem...é estranho quando sentimos que o último "elo de ligação" com alguém está guardado num telemóvel. E a pergunta surgiu apago ou não? Que faço agora?
Ficam as recordações...
Até Sempre

sexta-feira, 22 de março de 2013

A melhor forma de nos protegermos
 é fingir que somos o que não somos

Queria dizer

Queria dizer
que carrego um Mundo de esperança às costas
que aguardo serenamente
a benção da Vida

Queria dizer
que a Vida me sorri
que me faz sonhar
Que me deixa navegar
para lá de mim
para lá de ti

Queria dizer
que a noite chega
e a paz transborda
e o dia recomeça
renovada de Amor

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Amor

Por vezes no presente temos de enfrentar o passado (o nosso ou o de outros) difícil é entender o que move os seres humanos.
Não são, nem deixam os outros serem felizes.
Pobres almas que povoam o Mundo sonhando que temos na vida o que quer que seja.
Pobres os que pensam que somos posse de alguém.
 Pobres os que não entendem o que significa a palavra AMOR.
Julgam entendê-la mas apenas a usam para seu proveito. AMAR é dar, é não esperar nada em troca, é deixar ir quando chega o momento, é libertar e não condicionar.
É aceitar que o AMOR pode terminar e recomeçar.
É apenas o AMOR que para uns  é cego, surdo e mudo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Se eu pudesse

Se eu pudesse de novo abraçar-te
se eu pudesse de novo ter-te
se me fosse possível voltar
a ver-te sorrir
jamais te deixaria partir
sem te dizer
que me és especial

Se eu pudesse
estarias aqui
Se eu pudesse
a dor seria menor na tua ausência
se eu pudesse

sábado, 12 de maio de 2012

Até Sempre

Já tudo foi dito, já tudo foi recordado, nada tenho a acrescentar.
Até Sempre,
Bernardo

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sonhos

Sonhos que vão e vêm
sonhos que se querem
reais
sonhos que se fingem
que se sentem
como nossos

sonhos
que não chegam
que se desvanecem
numa vida
sonhos
que terminam

sonhos que se perderam
no sono

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Avanço
não sem medo
cautelosa, meticulosa
avanço
lentamente,
condicionada
avanço
por este caminho serpenteado
que me leva a ti
avanço
não sem medo
percorrendo
a estrada
que me faz
chegar a ti

Apetece-me estar aqui

A manhã foi agitada, encontros, pequenas conversas, pequenas zangas, pequenos abrir de olhos.
Apesar de não chover o frio faz-se sentir mas não me apetece sair daqui.

Na esplanada pequena, vermelha, está apenas um senhor que se vai deliciando com as pequenas saias que passam de duas colegiais, sorri, percorre-lhes o corpo com os olhos até que se afastam do seu campo de visão.
Coloca o cigarro na boca e sinto que os seus lábios o pressionam para mais uma passa perigosamente longa, vira a cabeça e encontra-me o olhar, esboça um sorriso nervoso de quem foi apanhado a observar as jovens que passaram, devolvo-lhe um sorriso despreocupado, como se todas nos tivéssemos já habituado ao olhar mais ou menos intenso dos homens.

Retomo os meus pensamentos que me levam para longe deste lugar.

Acho que aprecio este frio que me percorre o corpo e sei pela minha teimosia que não vou abandonar este lugar. Deixo que ele entre dentro de mim. Tenho de sentir que estou viva.

Acendo um cigarro e peço um café, a senhora informa-me que estarei melhor lá dentro, agradeço-lhe a atenção mas prefiro o ar que posso respirar cá fora.

Poucas são agora as pessoas que se vêem, regressam a casa para provavelmente preparem o almoço.

Eu abraço de novo os meus pensamentos.

Quero pegar em cada um deles e arrumá-los da melhor maneira possível, nas gavetas da cómoda que instalei no meu interior.
Não consigo, teimam em misturar-se e em apoquentar-me, definitivamente têm vida própria e eu resigno-me e deixo-me estar aqui

Não posso pensar em ti

O mundo gira
e o meu tropeça,
a cada esquina há um muro
que me obriga a mudar o rumo
a cada passo
 um obstáculo
a cada riso
um choro

a cada toque
a perda

Não posso pensar em ti

segunda-feira, 28 de março de 2011

                                                                                               Imagem google

Perdem-se as palavras, nada faz sentido e não sei o que dizer. Quero explicar o que sinto mas não sai.
Parece um déjà vu, assemelha-se em muitos aspectos. Apenas penso porquê. Deve haver uma explicação mas nem consigo pensar, tenho medo de pensar, tenho medo de não ser capaz.
As palavras não saem, os sentimentos confundem-se, o desespero, a tristeza, aninham-se de tal forma que me apetece...
Milhares de pensamentos vão e vêm mas nenhum fica por aqui, medo, insegurança, sensação de impotência...estranhamente perco-me entre o coração e a razão. Não sei o que fazer, queria mas não posso, dizer, ou talvez possa mas não deva.
Aqui nesta confusão mental, não posso perturbar ninguém.
Sei que consigo recuperar as palavras apesar de não lhes poder tocar, apesar de me terem abandonado. As palavras arrumam-se numa gaveta, até que algo as faça soltar e dominam o espaço e povoam-me o cérebro de imagens que não quero rever, que não quero sentir, que não quero tocar.
Dói-me o corpo, ardo em febre, dói-me a alma, lava-me a alma e as minhas gavetas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Fugir

Passo o dia
a fugir,
de mim

Refugio-me
na concha,
protejo
os meus gestos,
escondo-me
dos outros

Quero sair
e não consigo
estou presa
dentro de mim
estou aos meus pensamentos
aos meus julgamentos

Quero sair
quero fugir
do que me aprisiona

quero sair
de dentro de mim

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ventos de Mudança

A manhã estava linda, o sol brilhava e eu fumava um cigarro, enquanto o vento me batia no rosto com alguma intensidade, por momentos prestei atenção àquela sensação e SENTI-ME VIVA.

O vento sussurrava-me aos ouvidos.

Tive dificuldade em abstrair-me, as folhas rodopiavam, tocavam no chão e de novo se lançavam no ar subindo velozmente para de novo descerem vertiginosamente.

O cigarro ardia lentamente, os meus cabelos deixaram-se embalar pelo vento e dançavam alegremente.

Ouço novamente o murmúrio do vento e percebo as suas palavras...

"Ventos de Mudança"

domingo, 20 de março de 2011

Encanto-me

Encanto-me com um olhar terno
e solto,
encanto-me com um sorriso,
com uma palavra de ternura,
com um gesto de carinho.

Encanto-me
com a luz do sol,
com o brilho da lua,
encanto-me com as águas do rio
e com as ondas do mar.

Encanto-me com a Vida.

Lua

Falei com a Lua,
pedi-lhe a sua Luz,
sorriu.

Pedi-lhe carinho,
sorriu

Segredei-lhe ao ouvido,
sorriu

Desejei encontrar-te
por baixo desta luz,
a Lua não sorriu.

Sorri.

Pai

Sinto a tua falta,
preciso que me abraces
a Vida afastou-nos
e com o tempo
tem-nos aproximado

Pai, só quero o teu
abraço,
sinto-me perdida
longe do teu carinho

Pai,
preciso do teu conforto
não posso procurar
nos outros o Amor que é nosso.

Pai...perdoa-me
Amo-te.