Há uma luz que me ilumina,
a minha, a que vem de dentro
e reconhece cada recanto
do meu ser
que o aceita
que o protege
que o respeita.
Essa é a luz
que nos esquecemos
que transborda dentro
de nós e que apenas alguns
muito poucos a podem identificar.
A Luz que faz de nós
seres especiais
porque é única em cada um.
Abraçá-la, reconfortá-la
e não permitir que a sua intensidade
diminua é responsabilidade
de cada um.
Pois não será desta forma que a nossa vida se constrói? De segundos? Segundos de amor, de solidão, de paixão, de alegria,de tristeza, de carinho. Segundos...porque tudo passa e tudo se ultrapassa.
sábado, 31 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
E agora mãe?
- E agora mãe?
- Agora?! Tudo e nada como sempre.
- Tudo e nada? Não percebo.
- Ah, ah. Nada mudou...nada se alterou. O Mundo continua em leves movimentos e nós também.
- Vamos andando devagar e esperar?
- Sim, já "lançámos os dados do jogo", o tempo faz milagres, príncipe.
- Então a vida é um jogo?
- É um jogo onde não se perde apenas as regras vão mudando.
- Tudo é simples para ti?
- Nem sempre mas é melhor simplificar.
- Tens razão, é por isso que te adoro!!!
- Agora?! Tudo e nada como sempre.
- Tudo e nada? Não percebo.
- Ah, ah. Nada mudou...nada se alterou. O Mundo continua em leves movimentos e nós também.
- Vamos andando devagar e esperar?
- Sim, já "lançámos os dados do jogo", o tempo faz milagres, príncipe.
- Então a vida é um jogo?
- É um jogo onde não se perde apenas as regras vão mudando.
- Tudo é simples para ti?
- Nem sempre mas é melhor simplificar.
- Tens razão, é por isso que te adoro!!!
Mensagem de Bons dias!
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Ricardo Reis
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Ricardo Reis
Para alguém muito especial
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
"Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."
Ricardo Reis
"Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."
Ricardo Reis
terça-feira, 27 de julho de 2010
A preto e branco
Existem momentos coloridos, envoltos em todas as tonalidades que nos é possível imaginar.
Momentos maravilhosos desenhados nos recantos de um sonho, nas imagens recordadas por palavras libertas de uma boca quente, onde lábios húmidos se misturam e se fundem.
Há um tempo no espaço, perdido, impedindo a passagem das cores reflectidas em pequenas bolas de sabão, onde permanecem protegidas as telas dos sonhos e das recordações.
Nesse pequeno mundo construído e idealizado por cada um de nós, existem areias movediças prontas a engolir, a devorar, a destruir as cores leves e alegres que emanam da felicidade de viver.
Areias movediças que se consomem a preto e branco.
Momentos maravilhosos desenhados nos recantos de um sonho, nas imagens recordadas por palavras libertas de uma boca quente, onde lábios húmidos se misturam e se fundem.
Há um tempo no espaço, perdido, impedindo a passagem das cores reflectidas em pequenas bolas de sabão, onde permanecem protegidas as telas dos sonhos e das recordações.
Nesse pequeno mundo construído e idealizado por cada um de nós, existem areias movediças prontas a engolir, a devorar, a destruir as cores leves e alegres que emanam da felicidade de viver.
Areias movediças que se consomem a preto e branco.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Uma aventura...na Biblioteca
Chegou ao fim a minha aventura como Professora Bibliotecária. Tinha criado algumas
expectativas em relação a esta experiência; 4 anos, objectivos bem definidos, novos,
conhecimentos, novas aprendizagens, novos planos e novos projectos.
Fica sem dúvida a recordação de um ano fantástico.
Senti-me realizada e adorava trabalhar nesta área.
Eis que sai a Portaria nº 558/2010 de 22-07-2010 e todo o processo é interrompido.
É frustrante para um Professor continuar a sentir tanto desamparo, tanta falta de respeito.
Investi tanto de mim e valeu a pena, vale sempre mas o sentimento neste momento é de desilusão.
Não tenho dúvidas que a Dra Teresa Calçada e toda a equipa da RBE tenham lutado para alterar esta situação.
Foi um ano maravilhoso mas é chegado o momento de avançar...mais uma vez nesta vida de "viajante".
Espero voltar um dia a trabalhar nesta área.
Até lá desejo aos que ficam a continuação de um bom trabalho, aos que saíram como eu BOA SORTE.
Enquanto há vida, há esperança :)
expectativas em relação a esta experiência; 4 anos, objectivos bem definidos, novos,
conhecimentos, novas aprendizagens, novos planos e novos projectos.
Fica sem dúvida a recordação de um ano fantástico.
Senti-me realizada e adorava trabalhar nesta área.
Eis que sai a Portaria nº 558/2010 de 22-07-2010 e todo o processo é interrompido.
É frustrante para um Professor continuar a sentir tanto desamparo, tanta falta de respeito.
Investi tanto de mim e valeu a pena, vale sempre mas o sentimento neste momento é de desilusão.
Não tenho dúvidas que a Dra Teresa Calçada e toda a equipa da RBE tenham lutado para alterar esta situação.
Foi um ano maravilhoso mas é chegado o momento de avançar...mais uma vez nesta vida de "viajante".
Espero voltar um dia a trabalhar nesta área.
Até lá desejo aos que ficam a continuação de um bom trabalho, aos que saíram como eu BOA SORTE.
Enquanto há vida, há esperança :)
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Como é difícil, receber uma declaração de Amizade!
Estamos de tal forma desviados das relações humanas que literalmente se fica sem palavras para se responder a quem fala com o coração.
Existem respostas para a política, para o futebol, para o Estado da Nação mas não sabemos responder da mesma forma à Amizade.
Em que bichos nos estamos a transformar?
Estou a ficar assustada e preocupada.
Estamos de tal forma desviados das relações humanas que literalmente se fica sem palavras para se responder a quem fala com o coração.
Existem respostas para a política, para o futebol, para o Estado da Nação mas não sabemos responder da mesma forma à Amizade.
Em que bichos nos estamos a transformar?
Estou a ficar assustada e preocupada.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A voz muda
Quero pedir apoio
Mas não consigo
Tento que me entendam
Por palavras escritas ou gestos.
Mas ninguém percebe
A minha voz fica muda.
Finjo que tudo está bem
Que me sinto feliz
Mas não é verdade.
Queria apenas um abraço
E esquecer o dia de hoje.
A minha voz muda
Atraiçoa-me nas palavras que escrevo
Mas não faz mal, já é noite
E na noite escondo-me
Do dia e protejo a minha alma.
Um dia serei capaz de dizer:
“Tenho que desabafar”,
Até lá, a minha voz muda
Falará por mim.
Boa noite
Mas não consigo
Tento que me entendam
Por palavras escritas ou gestos.
Mas ninguém percebe
A minha voz fica muda.
Finjo que tudo está bem
Que me sinto feliz
Mas não é verdade.
Queria apenas um abraço
E esquecer o dia de hoje.
A minha voz muda
Atraiçoa-me nas palavras que escrevo
Mas não faz mal, já é noite
E na noite escondo-me
Do dia e protejo a minha alma.
Um dia serei capaz de dizer:
“Tenho que desabafar”,
Até lá, a minha voz muda
Falará por mim.
Boa noite
quarta-feira, 14 de julho de 2010
E porque gosto do que faço....
Apesar de ser ainda uma "menina" nestas andanças,já assisti a muitas alterações nestes 17 anos.
Reconheço que existem medidas necessárias para o bom funcionamento do sistema educativo mas muitas foram tomadas de ânimo leve por pessoas que não sabem o que é uma escola e por outros que há muito se esconderam atrás de uma secretária.
Tendo eu a certeza de que vim para esta profissão por opção,informo que não desistirei.
Abracei esta profissão por vocação.
Respeito alunos pais e colegas.
Já passei por algumas situações delicadas com Encarregados de Educação mas nem isso me fez baixar os braços.
A avaliação não me assusta, sei que jamais terei uma boa nota, logo não fico surpreendida, nem zangada quando ela chega.
Não vou com toda a certeza reclamar da nota que me for atribuída, pois aí estaria a comprar mais uma guerra, algo que não me interessa nada,pois só quero fazer o que gosto sem ser incomodada.
Sabemos das injustiças, sabemos das dificuldades, sabemos da falta de meios e em alguns locais da falta de recursos, sabemos que temos que nos fazer à estrada e que nem sempre as supostas colocações (por 3 e agora 4 anos são totalmente verdadeiras), basta uma ligeira alteração e lá temos que concorrer novamente.
Decididamente, estou preparada para tudo e não vou abrandar o ritmo ou o meu prazer em trabalhar pelas sucessivas e constantes mudanças em todo este processo.
Deixei apenas de acreditar no que dizem e aprendi a lidar da melhor forma possível.
Fiquei mais calma, mais tranquila e na verdade tudo acaba por se resolver, o que hoje é verdade, amanhã já não o é.
Aqui está um “soldado” que não vai baixar os braços.
São vocês que vão rodando, nós vamo-nos aguentando, com uns e outros…
Reconheço que existem medidas necessárias para o bom funcionamento do sistema educativo mas muitas foram tomadas de ânimo leve por pessoas que não sabem o que é uma escola e por outros que há muito se esconderam atrás de uma secretária.
Tendo eu a certeza de que vim para esta profissão por opção,informo que não desistirei.
Abracei esta profissão por vocação.
Respeito alunos pais e colegas.
Já passei por algumas situações delicadas com Encarregados de Educação mas nem isso me fez baixar os braços.
A avaliação não me assusta, sei que jamais terei uma boa nota, logo não fico surpreendida, nem zangada quando ela chega.
Não vou com toda a certeza reclamar da nota que me for atribuída, pois aí estaria a comprar mais uma guerra, algo que não me interessa nada,pois só quero fazer o que gosto sem ser incomodada.
Sabemos das injustiças, sabemos das dificuldades, sabemos da falta de meios e em alguns locais da falta de recursos, sabemos que temos que nos fazer à estrada e que nem sempre as supostas colocações (por 3 e agora 4 anos são totalmente verdadeiras), basta uma ligeira alteração e lá temos que concorrer novamente.
Decididamente, estou preparada para tudo e não vou abrandar o ritmo ou o meu prazer em trabalhar pelas sucessivas e constantes mudanças em todo este processo.
Deixei apenas de acreditar no que dizem e aprendi a lidar da melhor forma possível.
Fiquei mais calma, mais tranquila e na verdade tudo acaba por se resolver, o que hoje é verdade, amanhã já não o é.
Aqui está um “soldado” que não vai baixar os braços.
São vocês que vão rodando, nós vamo-nos aguentando, com uns e outros…
Falo mais do que devia...
Tento lançar algumas questões para o ar, esperando que as pessoas se pronunciem, não falo do blogue mas sim de outro local, onde deixo frases soltas tal como tantas outras pessoas.
Apercebo-me que existem assuntos que são do agrado de todos, política, futebol e as desgraças do País (todas despoletadas por um só governo), consigo entender que temos uma facilidade incrível de encontrar sempre alguém para responsabilizarmos de forma a sentirmo-nos mais leves em questões que também são da nossa responsabilidade.
Mas como não estou aqui para mudar mentalidades, comento o que acho que devo comentar, sempre, quer gostem, quer não.
Como docente, coloco muitas frases sobre os problemas com que esta classe se depara mas pelos vistos o interesse não é nenhum, tenho pena, pois afinal os comentários ficam pelos corredores das escolas, assumir posições e dar a cara é muito mais difícil.
Vou continuar a deixar umas frases por aí de vez em quando.
Tento lançar algumas questões para o ar, esperando que as pessoas se pronunciem, não falo do blogue mas sim de outro local, onde deixo frases soltas tal como tantas outras pessoas.
Apercebo-me que existem assuntos que são do agrado de todos, política, futebol e as desgraças do País (todas despoletadas por um só governo), consigo entender que temos uma facilidade incrível de encontrar sempre alguém para responsabilizarmos de forma a sentirmo-nos mais leves em questões que também são da nossa responsabilidade.
Mas como não estou aqui para mudar mentalidades, comento o que acho que devo comentar, sempre, quer gostem, quer não.
Como docente, coloco muitas frases sobre os problemas com que esta classe se depara mas pelos vistos o interesse não é nenhum, tenho pena, pois afinal os comentários ficam pelos corredores das escolas, assumir posições e dar a cara é muito mais difícil.
Vou continuar a deixar umas frases por aí de vez em quando.
A responsabilidade também é das escolas
A responsabilidade também é das escolas, ouvi mais uma vez este comentário em relação à separação do lixo doméstico.
Sinceramente já não sei o que pensar e que argumentos utilizar para que, quem faz estes comentários entenda que a responsabilidade é partilhada.
Ora vejamos, no pré-escolar inicia-se este trabalho; as crianças aprendem a separar o lixo, fazem jogos, cantam, representam em peças de teatro...este trabalho tem continuidade na vida académica de todos os alunos.
Então porque não está a resultar?
Se este projecto tem continuidade na escola mas não se realiza em casa...está explicado.
Dou um exemplo: recebo muitas crianças em casa porque tenho dois filhos e naturalmente gostam de convidá-las para brincar.
Na hora do lanche, reparo sempre na dificuldade com que se deparam para separar o lixo, pergunto-lhes sempre se não aprenderam na escola, a resposta é sempre positiva, pergunto-lhes se separam o lixo em casa, a resposta é sempre negativa.
Será necessário fazer mais algum desenho?
O mesmo acontece nos automóveis, uma criança que está habituada a colocar o cinto de segurança, entra num carro e é a primeira atitude que toma, quem não o faz por hábito, não sabe onde está o cinto, não sabe como colocá-lo nem tão pouco apertá-lo.
Por muito que se ensine na escola, não é connosco (professores) que as crianças vivem.
O exemplo vem de cima, é o hábito que faz o monge.
Quando os pais explicarem a importância de separar ou colocar o cinto, sem vacilarem, as atitudes mudarão, até lá ,continuará muito lixo por separar e veremos muitas crianças soltas dentro dos carros.
Sinceramente já não sei o que pensar e que argumentos utilizar para que, quem faz estes comentários entenda que a responsabilidade é partilhada.
Ora vejamos, no pré-escolar inicia-se este trabalho; as crianças aprendem a separar o lixo, fazem jogos, cantam, representam em peças de teatro...este trabalho tem continuidade na vida académica de todos os alunos.
Então porque não está a resultar?
Se este projecto tem continuidade na escola mas não se realiza em casa...está explicado.
Dou um exemplo: recebo muitas crianças em casa porque tenho dois filhos e naturalmente gostam de convidá-las para brincar.
Na hora do lanche, reparo sempre na dificuldade com que se deparam para separar o lixo, pergunto-lhes sempre se não aprenderam na escola, a resposta é sempre positiva, pergunto-lhes se separam o lixo em casa, a resposta é sempre negativa.
Será necessário fazer mais algum desenho?
O mesmo acontece nos automóveis, uma criança que está habituada a colocar o cinto de segurança, entra num carro e é a primeira atitude que toma, quem não o faz por hábito, não sabe onde está o cinto, não sabe como colocá-lo nem tão pouco apertá-lo.
Por muito que se ensine na escola, não é connosco (professores) que as crianças vivem.
O exemplo vem de cima, é o hábito que faz o monge.
Quando os pais explicarem a importância de separar ou colocar o cinto, sem vacilarem, as atitudes mudarão, até lá ,continuará muito lixo por separar e veremos muitas crianças soltas dentro dos carros.
Acampar
O campismo tem algo que me fascina.
Dias diferentes em que se contacta com a natureza de uma forma especial.
Esta actividade não é realmente para toda a gente, é preciso ter espírito de aventureiro e saber gozar e usufruir de todas estas possibilidades.
Com o tempo e a falta de dinheiro repara-se que muita gente começou a entrar nos parques sem a menor noção do que isso implica, foi a forma que encontraram para fazer umas "férias mais baratas".
Mas o campismo não é isto.
As crianças aprendem facilmente a ter respeito pelos diferentes espaços, tornam-se autónomas e têm noção que existem espaços totalmente comuns o que os obriga a criar defesas para se protegerem.
Circular neste contexto é ter prazer em conviver de perto com outros campistas, com a natureza e o amor pela liberdade.
Gosto de dormir ao relento e ter o céu como o tecto da minha "casa", gosto das velas que se acendem à noite e iluminam os pequenos espaços, gosto do som dos instrumentos que se vão tocando aqui e ali e invadem as noites quentes e alma dos campistas.
Adoro montar uma tenda mas detesto desmontá-la...e todos os anos se repete a mesma frase "para o ano há mais..."
Espero conseguir acampar uns dias, ainda este ano.
Carrego as baterias facilmente.
Dias diferentes em que se contacta com a natureza de uma forma especial.
Esta actividade não é realmente para toda a gente, é preciso ter espírito de aventureiro e saber gozar e usufruir de todas estas possibilidades.
Com o tempo e a falta de dinheiro repara-se que muita gente começou a entrar nos parques sem a menor noção do que isso implica, foi a forma que encontraram para fazer umas "férias mais baratas".
Mas o campismo não é isto.
As crianças aprendem facilmente a ter respeito pelos diferentes espaços, tornam-se autónomas e têm noção que existem espaços totalmente comuns o que os obriga a criar defesas para se protegerem.
Circular neste contexto é ter prazer em conviver de perto com outros campistas, com a natureza e o amor pela liberdade.
Gosto de dormir ao relento e ter o céu como o tecto da minha "casa", gosto das velas que se acendem à noite e iluminam os pequenos espaços, gosto do som dos instrumentos que se vão tocando aqui e ali e invadem as noites quentes e alma dos campistas.
Adoro montar uma tenda mas detesto desmontá-la...e todos os anos se repete a mesma frase "para o ano há mais..."
Espero conseguir acampar uns dias, ainda este ano.
Carrego as baterias facilmente.
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